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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

CARMEN VERVLOET - NATAL DO MENINO DEUS

POSTAGENS AUTOMÁTICAS POR ME ENCONTRAR DE FÉRIAS.

NATAL DO MENINO DEUS


Natal!
Jesus nasceu!
E o homem esqueceu!
O homem vive a se aturdir
Ele já não pode ouvir!…
O homem só quer ganhar
Ele já nem se lembra de partilhar!…
O homem quer intensamente viver
Ele já não pode ver!…
O homem não consegue falar
O medo o faz gaguejar!…
Natal!
Jesus nasceu!
Mas o homem não percebeu!
Jesus falou:
Homem,
Abra seu coração
E fique à espreita, com atenção.
Vim sob a forma de mendigo
E preciso urgente ser reconhecido.
Homem,
Abra seu ouvido
Ouça o clamor do povo sentido
Que grita a fome
Que mata e consome!…
Homem,
Abra a sua inteligência
Deixe que fale a sua consciência.
Eu sou a justiça, a verdade, o amor,
Misturo-me em tudo, na alegria e na dor.
Eu sou aquele jovem incompreendido
Que no vício, procura à vida dar sentido.
E sou a criança em formação
Que tantas vezes se perde na escuridão.
Homem,
Eu estou em tudo
Não me pise, deixe-me brotar…
É Natal, eu nasci!…
Vim, porque quero ajudar!…
Hoje é dia de amor
Pense homem, em seu grande valor…
Abra seus olhos,
Abra seus ouvidos…
E estará como eu o quero…
Comigo!…
Juntos, de mãos dadas pela vida,
Quanta coisa bonita a ser erguida…
Coisas que só o amor consegue construir
Quando o manto do egoísmo, você deixar cair!
Natal,
Jesus nasceu
E o novo homem
O recebeu!





Biografia AQUI  o blogue da autora

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

MARIA DA LUZ PEDROSA





É NATAL







É Natal e por esse Mundo,

Quantos Corações sem Esperança

Quantas Lágrimas Rolando

Num Rostinho de Criança



Quanta Criança Descalça,

Rotinha, Magra, Faminta,

Apelando para o Mundo

Na Rua Estende a Mãozita..
.


Ah se eu fosse Poderosa

Bem Mais do que um Simples Ser,

Não Haveria no Mundo

Uma Criança a Sofrer



Por isso meu Bom Jesus

Quando o Sino Badalar

Vou fazer uma Oração

Tua Imagem Adorar



Pedirei Paz para o Mundo

Muito Amor para os Pequeninos

Alegria para os que Choram

E Pão para os Pobrezinhos



E Ajudando os que Sofrem

A Cada um Dando a Mão

Passaremos um Natal

Com mais Paz no Coração.



Maria da Luz Pedrosa

sábado, 2 de dezembro de 2017

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CARMEM CECÍLIA

SEM MEDIDA


Meu amor por ti é sem medida
Não tem nada de comedido
Ou de arrependido
Você é meu sexto sentido em todos os sentidos

Não há distancia, pois nada nos distancia
Nem ao menos a geografia
Buscamo-nos a cada momento
Seja na fotografia ou no pensamento

Temos ligações cármicas.
Não importa se atravessamos o Atlântico
Nossos beijos têm o gosto salgado
Do oceano e do rosto de lágrimas molhado

Visualizo a todo instante teu ser
E tu vens como num sopro me rever
Nossos corpos unem-se num intenso prazer
Pois a alma nos enleva e tudo releva

E assim nos buscamos a cada instante
E nessa telepatia frequente 
Vamos seguindo em frente
Até sermos um do outro novamente.
                                                                             
Para sempre doravante!


Carmen Cecília





Biografia AQUI



terça-feira, 7 de novembro de 2017

SILVANA DUBOC








Me encante com uma certa calma


Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…

Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…

E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou em baixo da chuva….

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade...

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!


Silvana  Duboc


Biografia
Silvana Duboc é uma escritora brasileira.


Bem que eu gostaria de ter uma biografia desta autora, mas por mais que pesquisasse só encontrei essa frase, dezenas de poemas, alguns textos poéticos, pensamentos, e vídeos.






sábado, 28 de outubro de 2017

ALDA LARA - RUMO






RUMO



É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós, 
e ninguém resiste à voz 
Da Terra ...

Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!

Vamos, companheiro ...
É tempo
 
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas 
e ao prazer dos teus prazeres 
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam 
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras ... 
E o meu suor 
se junte ao teu suor, 
quando rasgarmos os trilhos 
de um mundo melhor!

Vamos!
que outro oceano nos inflama.. .
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...

 Alda Lara



Termina aqui a minha homenagem à poetisa  Alda Lara.

domingo, 22 de outubro de 2017

ALDA LARA - PRESENÇA AFRICANA

Continuando durante este mês com Alda Lara

Presença Africana

E apesar de tudo,
ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!
Mãe forte da floresta e do deserto,
ainda sou,
a irmã-mulher
de tudo o que em ti vibra
puro e incerto!...
A dos coqueiros,
de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul...
A do dendém
nascendo dos abraços
das palmeiras...
A do sol bom,
mordendo
o chão das Ingombotas...
A das acácias rubras,
salpicando de sangue as avenidas,
longas e floridas...
Sim!, ainda sou a mesma.
A do amor transbordando
pelos carregadores do cais
suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes
(Rua 11...Rua 11...)
pelos negros meninos
de barriga inchada
e olhos fundos...
Sem dores nem alegrias,
de tronco nu e musculoso,
a raça escreve a prumo,
a força destes dias...
E eu revendo ainda
e sempre, nela,
aquela
longa historia inconseqüente...
Terra!
Minha, eternamente...
Terra das acácias,
dos dongos,
dos cólios baloiçando,
mansamente... mansamente!...
Terra!
Ainda sou a mesma!
Ainda sou
a que num canto novo,
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu Povo!...


ALDA LARA

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ALDA LARA - LAGO




LAGO

Todo o meu ser
é um lago fundo e doce…

Por onde passeiam barcos
com meninos…

namorados que se beijam
em noites sem destino…

e também tu! Oh belo solitário
inesquecível…

Todo o meu ser é um lago
doce e fundo…

onde a tristeza,
é uma ansiosa e definível
aspiração…

Alda Lara

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ALDA LARA - TESTAMENTO

Aviso:
Durante este mês de Outubro, todos os poemas publicados, neste espaço, serão da poetisa Alda Lara. Porque é das minhas poetizas preferidas, porque é desconhecida de muitos que me visitam, porque acho muito injusto o esquecimento a que tem sido votada. Espero que gostem




TESTAMENTO


À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...

E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...

Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...

E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...

Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,

Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua... 


ALDA LARA

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

ALDA LARA


PRELÚDIO
Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...
É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram pra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada...
                                                     

Alda Lara é uma das minhas poetizas preferidas. Por qualquer razão que desconheço, ela é a grande esquecida na poesia portuguesa. Talvez por ter nascido em Angola.   AQUI  podem ler a sua biografia.

sábado, 16 de setembro de 2017

ANA BRANCO


Chovia simplesmente

Saí...
E meu corpo sacudiu estonteante
Ao embate do vento
E da chuva na pele
Sangrava violentamente o espírito desesperado
Que lutava pelo escasso espaço a circular pelas artérias,
Lutava para me manter à tona.
Os pulmões vomitavam os sons lindos da morte.

Estava a morrer
Enquanto o mundo fugia devagar
Por toda aquela maré.
Já todos tinham ido embora,
Tinham todos fugido da chuva
E do vento
Gritando os nomes sonantes dos parentes
Já falecidos lá longe pelas velhas matas do Maiombe.

Estava a morrer,
Mas ecoei os ecos dos mortos
Enquanto lutava para chegar ao único sítio
Onde seria feliz
à sombra da minha árvore.

Despertei,
Não choveu
Eram as lágrimas de uma criança que me molhavam.




Biografia


Ana Maria José Dias Branco, nasceu a 24 de Maio de 1967, no município de Lucapa, província da Luanda Norte. Fez os estudos primários no colégio de Madres, Sagrado Coração de Maria, em Anadia – Coimbra, Portugal e os estudos Secundários na Escola secundaria de Albergaria- a- Velha, Aveiro, Portugal e ainda o Curso de Química, feito no então Instituto Karl Marx, hoje IMIL (Instituto Médio Industrial de Luanda) e o Curso de Ciências Sociais no PUNIV - Luanda.
Vencedora do Prémio Literário António Jacinto, em 1997 com a obra Meu Rosto Minhas Mágoas e nomeada ao Prémio Galax 97, na categoria de escritor do ano. Ana Maria Branco, representa a poesia feminina Angolana na Antologia da Poesia Feminina dos PALOP. Tem para edição as obras: Maria a Louca da Janela,(conto), A princesa Cioca (conto infanto juvenil). O Livro (poesia) As Mãos de Deus e do Diabo ( prosa), O bico da Cegonha (poesia) A Despedida de Mi (poesia por acabar). É membro da União dos Escritores Angolanos desde 1997, onde já fez parte da sua direcção.


fonte: União dos Escritores Angolanos

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

MARIA DA SAUDADE CORTESÃO







PRIMAVERA


A Musa que passava
Não era a que sabias.
Vinha em lua minguante
A espaços vestida
Por espelhos azuis
E narcisos de frio.

Que remanso tão meigo
Em seus peitos havia!
Que miosótis de leite
Em suas veias tíbias,
Três tangentes tocavam
O seu coração dúbio.

Não lhe soubeste o corpo —
Terra da madrugada
Que se dava ferida,
Nem os seus cursos de água.
Olhavas tão ao longe
Enquanto o amor te olhava.

Biografia AQUI

quinta-feira, 20 de julho de 2017

ELVIRA CARVALHO




SE EU TIVESSE CORAGEM




Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os homens que vivem algemados
aos dias sem pão, nem futuro.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os operários sem emprego,
engolindo dia a dia
os sonhos afogados no tempo
dum mísero subsídio.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os jovens, sem tempo nem idade
perdidos
nos tortuosos caminhos da droga.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
as minhas fantasias de criança,
a minha ansiedade de adulto,
a minha angústia de idoso,
a minha dor sem dor tão sentida.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
a minha fome de justiça
os sonhos que não sonhei
a vida que não vivi
a cruz que sem fé carreguei.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
contra aqueles que nos dão
falsas ilusões
em forma de 
promessas eleitorais
em vez de pão
habitação
escolas e hospitais.


Ah!... Se eu tivesse coragem...


 Elvira Carvalho



Sem tempo para pesquisar uma nova poetisa, deixo aqui mais um dos meus poemas.
Este blogue vai ficar de férias até Setembro.  
Fiquem bem

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